Se você quer ingressar no mercado digital, eu preciso começar te dizendo uma coisa com bastante sinceridade.
Eu entendo a vontade de mudar de vida. Entendo a sensação de olhar para a internet e pensar que talvez exista ali uma possibilidade real de construir algo diferente.
Mas também entendo o medo.
O medo de não dar certo. O medo de parecer tarde demais. O medo de não saber por onde começar. O medo de olhar para tanta gente falando tanta coisa e, no fim, continuar sem clareza nenhuma.
Eu já estive nesse lugar.
Quando eu comecei, ainda não existia segurança
Quando eu comecei no mercado digital, entre o final de 2017 e o início de 2018, eu ainda trabalhava no banco.
Naquela época, eu já tinha começado a fazer algumas vendas pela internet. Também já tinha conseguido alguns clientes para prestação de serviço. Então, de alguma forma, eu já conseguia ver que era possível ganhar dinheiro na internet.
Mas ainda era algo pequeno.
Nada muito significativo. Nada muito grande. Nada que, naquele momento, me desse uma segurança real para dizer: “é daqui que eu vou viver”.
Era uma possibilidade. Não uma certeza.
E talvez seja exatamente assim que você se sinta hoje.
A viagem que mudou minha forma de pensar
Pouco tempo depois de casar com a Letícia, fizemos uma viagem.
Nessa viagem, tive a felicidade de conhecer algumas pessoas. Mas um casal, em especial, mexeu muito comigo.
O marido tinha trabalhado por 25 anos na mesma empresa em que eu trabalhava: o banco.
Ele me contou como foi o processo de saída dele. Depois de 25 anos fazendo a mesma coisa, a perspectiva de começar qualquer outra atividade parecia quase nula. Era esse o sentimento que ele tinha.
Mas, naquele momento, ele estava vivendo outra realidade.
Ele e a esposa viajavam muito, aproveitavam bastante a vida juntos e, de certa forma, pareciam ter conquistado uma liberdade que me chamou muita atenção.
Não porque eu quisesse virar nômade digital, rodar o mundo ou viver viajando de um lugar para outro. Na verdade, esse nunca foi o tipo de vida que eu escolhi para mim.
O que mexeu comigo foi outra coisa.
Foi a possibilidade de estar mais perto da minha esposa. De ter mais tempo com a minha família. De, se Deus nos enviasse filhos, eu poder participar da criação deles de forma mais próxima.
Graças a Deus, no momento em que escrevo isso, já são três filhos.
E a verdade é que eu tenho muita sorte.
O medo de sair do banco
Mesmo enxergando essa possibilidade, eu tinha medo.
O banco pagava bem. Dizer o contrário seria mentira.
Eu tinha uma renda estável, uma carreira previsível e uma estrutura que, de certa forma, dava segurança.
Mas, ao mesmo tempo, eu queria construir uma fonte de renda que me permitisse ganhar algo proporcional ao que eu já recebia, só que com mais liberdade de tempo.
Depois daquela viagem, fiquei pensando muito sobre tudo isso.
Eu pensava nas novas possibilidades, no que poderia acontecer se eu tivesse mais tempo para me dedicar à internet e no que aquilo poderia representar para a nossa vida.
Até que, em casa, depois de um dia de trabalho em que as coisas não tinham acontecido muito como eu esperava, conversei com a Letícia.
E, como sempre muito sábia, ela me disse algo que mudou tudo:
“Tu não faz mais dinheiro com a internet porque tu não tem mais tempo. Se tu sair do banco, tu vai ter mais tempo. Com mais tempo, tu consegue mais clientes. E aí a conta começa a fechar.”
Foi a partir dessa conversa que eu dei o salto de coragem.
Não foi uma decisão inconsequente.
Naquele momento, eu já não era mais apenas o Jardel morando na casa do pai e da mãe. Eu tinha uma esposa. A gente estava formando uma família. E eu não podia deixar ninguém desamparado.
Mesmo assim, eu fiz o movimento.
Os primeiros R$ 10.000 na internet
Cerca de três meses depois de sair do banco, aconteceu o primeiro lançamento que deu muito certo.
Foi ali que eu vi os primeiros R$ 10.000 entrando pela internet.
E aquilo virou uma chave na minha cabeça.
“Isso aqui é possível. Com o esforço certo e o movimento certo, é perfeitamente possível viver disso.”
Depois disso, veio o segundo lançamento. Depois o terceiro.
E o resto é história.
Mas existe uma parte que quase ninguém mostra
Olhando de fora, parece que o mercado digital é feito de grandes lançamentos, páginas bonitas, equipes enormes, ferramentas, automações e estruturas complexas.
Mas, antes de tudo isso, existe uma etapa muito mais simples e muito mais importante.
Existe o momento em que você precisa entender o que está vendendo, para quem está vendendo e por que alguém compraria aquilo de você.
Foi com o tempo que eu entendi que o jogo de quem consegue viver da internet é o jogo da consistência.
Mas essa consistência não nasce do nada.
Ela vem do desenvolvimento de algumas habilidades fundamentais.
Ao longo desses anos, eu fui desenvolvendo principalmente três habilidades:
- entender de produto;
- entender de oferta;
- entender de campanha.
E é aqui que muita gente se perde.
Você não precisa começar grande
Quando falo de campanha, não estou falando de uma estrutura complexa, cheia de equipe, processo, ferramenta e operação pesada.
Estou falando de uma Campanha Mínima Viável, ou simplesmente CMV.
A Campanha Mínima Viável é uma ação de vendas simples, que uma pessoa consegue colocar no ar sozinha, sem depender de equipe e sem depender de uma grande estrutura.
É o tipo de campanha em que você pega o seu próprio produto, apresenta para a sua própria audiência, valida a oferta e faz as primeiras vendas.
Só depois disso faz sentido pensar em escala, time, operação ou qualquer outra coisa mais avançada.
Antes de escalar, você precisa validar.
Antes de montar equipe, você precisa vender.
Antes de complicar, você precisa provar que existe uma oferta que as pessoas realmente querem comprar.
Por isso eu quero dar essa aula
Na próxima quarta-feira, às 20h, eu vou te mostrar como estruturar uma Campanha Mínima Viável com começo, meio e fim.
Eu quero te mostrar o caminho de forma simples, direta e aplicável, sem transformar isso em um espetáculo e sem prometer o que ninguém pode prometer.
Você vai entender a lógica por trás de produto, oferta e campanha. Vai entender o que precisa existir antes de pensar em escala. E vai conseguir enxergar com mais clareza qual é o próximo passo para colocar uma ideia no ar de forma mais responsável.
Não é uma aula sobre promessa de ganho. Não é uma aula sobre atalho.
É uma aula para quem quer entrar no mercado digital com mais consciência, mais estrutura e menos ilusão.